Diferente das últimas edições, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) ganhou em participação feminina nas mesas literárias: 24 mulheres e 22 homens. Sob curadoria de Josélia Aguiar – segunda mulher a ser convidada pelo evento para assumir a batuta da programação – , dessa vez as vozes femininas vão ecoar pelas ruelas da centro histórico dessa charmosa cidade do litoral fluminense. Entre algumas, estão: Conceição Evaristo, Djaimilia Pereira de Almeida, Scholastique Mukasonga e Ana Maria Gonçalves.

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Fiquei por dentro dos bastidores dessa grande festa literária

Outro diferencial desta 15ª edição está na participação de 30% de autores negros – entre homens e mulheres. Apesar da representatividade destes escritores e escritoras ainda ser pequena, a curadora mais uma vez acertou ao ampliar as vozes da literatura nacional e internacional para além de velhas e conhecidas fronteiras.

Não por acaso, o homenageado deste ano é Lima Barreto, autor de livros icônicos da literatura nacional como O Triste Fim de Policarpo Quaresma e O Homem Que Sabia Javanês e cuja obra também é destaque no acervo da Lazuli.

“Foram dois movimentos paralelos de ativismo. Precisamos repensar a representatividade nestes eventos. Não dá mais para ter uma programação toda de homens brancos, com uma mesa de mulheres, uma de negros, uma de indígenas” (Josélia Aguiar, em entrevista ao UOL)

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