Precisar, não precisa, de André Cauduro D’Ângelo foi o primeiro livro brasileiro a respeito do universo do luxo e nesta segunda edição em e-book pela Editora Lazuli condiz com o tempo atual. Para começar, o livro foi pioneiro em três aspectos:

>>o primeiro de um autor brasileiro sobre o tema;
>>o primeiro a historiar a trajetória do luxo no país;
>>o primeiro a reportar uma pesquisa feita com brasileiros acerca do assunto.

Desde que chegou às livrarias, em janeiro de 2007, até os dias de hoje, ocorreram diversas transformações no mercado de bens de luxo no exterior e no Brasil, assim como no interesse que o tema passou a despertar entre professores e pesquisadores locais. Cumpria, já há
alguns anos, a necessidade de revisá-lo.

Precisar não precisaNesta segunda edição, ele é expressivamente diferente da primeira. Por isso, cabe destacar as principais alterações. O livro conserva o principal de sua estrutura, com uma sequência de capítulos semelhante à da primeira edição. Duas mudanças, no entanto, merecem destaque. A primeira é a inclusão de um capítulo inteiro sobre os negócios do luxo, intitulado PARA ENTENDER O MERCADO DE LUXO, e a maneira como os mercados de bens de consumo final estão hierarquizados, bem como a posição da indústria de produtos de luxo neles.

Além disso, o autor descreve as etapas pelas quais passam as marcas de luxo, do seu nascimento à consolidação, e aponta os desafios de marketing mais importantes em cada uma delas. Trata-se de um capítulo elaborado a partir da consulta à extensa bibliografia acadêmica e gerencial, cujo propósito é sistematizar conhecimentos observações dispersas, de maneira
a tornar o acompanhamento e a análise desse mercado mais compreensíveis.

A segunda mudança significativa na nova edição de Precisar, não precisa é a reunião dos resultados da pesquisa sobre o universo do luxo brasileiro em apenas um capítulo. Na edição original, eles distribuíam-se em quatro. A extensão justificava-se, visto que a intenção precípua do livro era reportar os resultados do inédito estudo com profissionais das marcas de luxo e consumidores desses produtos. Comprimi-los em uma menor quantidade de páginas constitui menos uma perda de conteúdo do que um ganho de concisão: a maneira como foi
redigido o capítulo repete a lógica da disciplina especial que ministrei por oito anos
no MBA em Gestão do Luxo da Fundação Armando Álvares Penteado, a FAAP,
em São Paulo, na qual a capacidade de síntese impunha-se em função do tempo
exíguo.

O capítulo introdutório, que faz uma breve apresentação sobre as intersecções
entre os estudos da cultura e do consumo, bem como aqueles que tratam da
definição do conceito de luxo e de sua história no Brasil e no mundo, sofreram
ajustes pontuais. Foram todos revisados e atualizados, mas mantiveram sua
concepção original. Já o capítulo final, que trata do futuro do luxo, foi totalmente
reescrito, a fim de dar conta de temas recentes que vão desafiar o setor nos
próximos anos.